A segunda roda de conversa promovida pela Prefeitura de Aracaju, por meio da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT), reuniu especialistas, estudantes, motociclistas e profissionais da área da saúde na noite da última segunda-feira, 18, no auditório da Uninassau. A ação integrou a programação da campanha Maio Amarelo 2026 e teve como foco principal a conscientização sobre segurança no trânsito, especialmente voltada aos motociclistas.
Antes do início das palestras, o público pôde apreciar uma exposição de motocicletas montada no hall de entrada da instituição, e assistiram a uma simulação de atendimento a vítimas de sinistro de trânsito, realizada por estudantes de enfermagem da Uninassau, em parceria com a SMTT.
O coordenador de Educação para o Trânsito, Lacerda Júnior, destacou a importância da roda de conversa como uma ferramenta de conscientização e aproximação com a população. “Mais do que falar sobre regras de trânsito, esse momento é uma oportunidade de dialogar com as pessoas sobre responsabilidade, empatia e preservação da vida. Quando reunimos órgãos de trânsito, saúde, estudantes e a sociedade em geral para discutir segurança viária, conseguimos ampliar essa consciência coletiva e fortalecer a educação como principal caminho para reduzir os sinistros”, afirmou.
Durante o encontro, o gerente do Núcleo de Educação Permanente do Samu, Kelson Santos Rosário, abordou os impactos dos sinistros de trânsito no serviço de urgência e emergência. Ele mostrou dados importantes sobre o número de sinistros. “Infelizmente os motociclistas são os nossos maiores clientes. De janeiro a abril, o Samu atendeu 3.579 vítimas de sinistros. Desse total, mais de 2.500 foram sinistros envolvendo motocicletas. E a maior parte dessas vítimas não estava fazendo o uso do capacete”, explicou. Ele destacou ainda que as ocorrências no trânsito que não levam a óbitos, muitas vezes, deixam pessoas sequeladas com lesões graves pelo resto da vida. “Conduzir de forma segura passa pelo princípio básico da valorização da vida, para que o trânsito seja um lugar mais seguro”, disse.
A segunda palestra foi ministrada pelo instrutor em Educação para o Trânsito da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Edson Molinari, falou sobre “Pilotagem Segura”, destacando atitudes preventivas e a importância da condução responsável. “Eu sempre brinco que a gente encontra com a polícia em duas situações, quando a gente sofre acidente e quando a gente está sendo multado. Então todo evento de conscientização é uma oportunidade de nos aproximarmos mais do público. Precisamos tirar um pouco essa educação pelo medo, quando as pessoas só fazem o que é certo pelo medo da polícia. Então trazer essa consciência, essa mudança de altitude através desse bate-papo, é de grande valia”, declarou.
Quem participou da roda de conversa também destacou a importância da iniciativa. A estudante de psicologia, Hellen Milleny Oliveira Santos, 24, contou que saiu do evento mais consciente sobre a responsabilidade no trânsito. “Essa conscientização sobre a questão dos sinistros, essa roda de conversa, tudo isso é muito importante, porque a gente vê que o índice de sinistro tem aumentado. Vemos muita gente fazendo grau, condutores sem utilizar os equipamentos de proteção, então eu acho que toda essa informação que os palestrantes trazem é muito válida para a conscientização da gente. E nós também poderemos repassar essas informações para outras pessoas, pois tudo começa pela educação”, disse.
Já a enfermeira Cícera Dinoral, 28, ressaltou a importância da união entre trânsito e saúde na conscientização da população. “Eu acho que a educação em saúde é o melhor caminho. Então, essa ação da SMTT, junto com o Samu e os outros órgãos competentes, é de extrema importância. Precisamos fazer um trabalho contínuo de conscientização para reduzir o número de vítimas no trânsito, principalmente de inocentes que acabam pagando pelo erro de outras pessoas”, declarou.
O aluno de psicologia Joselito Cavalcante de França, 33, afirmou que o debate contribuiu para ampliar a percepção sobre responsabilidade no trânsito. “Tudo começa pelo ensinamento, para termos consciência daquilo que devemos fazer. Então, eu me sinto gratificado por participar desse momento, porque saio daqui com a consciência renovada, sabendo melhor os meus direitos e deveres”, afirmou.
Outra aluna de psicologia, Mirlan Santos, 21, destacou que ações educativas ajudam a ampliar o conhecimento da população sobre convivência e respeito no trânsito. “Temos que ter consciência das leis, e o trânsito entra nisso também. Então um evento como esse ajuda as pessoas a entenderem melhor seus deveres e o que pode ou não pode no trânsito”, disse.
Ao final das apresentações, o público participou ativamente da roda de conversa, compartilhando experiências e levantando questionamentos relacionados à segurança viária e à convivência entre motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres no trânsito da capital.
